No Stress – É possível?

12 janeiro, 2008 at 11:12 am Deixe um comentário

Estava lendo um post do André Fonseca que faz questionamentos sobre esse ritmo de vida louco, non-stop, que temos na dita “sociedade moderna”. Eu muitas vezes fico pensando também “na vida” e o caminho que estou de alguma forma dando a ela. Digo isto porque muitas das coisas que fazemos é escolha nossa e não é a vida que nos faz tomar decisões… Ainda temos o livre arbítrio, por isso não culpo a “sociedade” de nada.

Muitas vezes somos orgulhosos e não admitimos que estamos cansados, por puro prazer profissional ou até mesmo pessoal: “O Fulaninho não pára nunca, sempre estuda, trabalha sem parar, etc”… Caso a pessoa realmente não se sinta mal com esse ritmo, tudo bem. O problema é que às vezes a pessoa de fato está se sentindo bem, porém os outros ao redor geralmente ficam esquecidos, abandonados.

Trabalhar é necessário em uma sociedade como a nossa porém para trabalhar precisamos estar preparados, sermos competitivos, responsáveis, educados e por aí vai. O fato é que nós nessa “ansiedade” de nunca parar pois parar parece algo “ruim”, “feio”, ficamos sempre correndo atrás de algo, insatisfeitos, querendo sempre ir pra frente, esquecendo *quase* sempre de viver e aproveitar a simplicidade da vida, que no meu ponto de vista a vida é única, não temos várias. MESMO aqueles que acreditam em vidas futuras, para mim o “momento” é o agora, e este nunca volta.Se vocês pararem para pensar quando desejamos que o “final de semana” chegue em plena segunda-feira, estamos “torcendo” que o tempo passe “mais rápido”… Porém esquecemos que CADA segundo da nossa vida deve ser vivido intensamente… Será que estamos “torcendo” contra a nossa vida?

Posso dizer que depois das minhas férias que tirei no interior de Minas, onde pude fazer com calma a minha monografia e ainda apreciar muito a natureza, voltei uma outra pessoa para o Rio de Janeiro. Diria até mais humano e menos materialista, redefini o meu jeito de viver, redefini o meu “ritmo de vida”, pretendo curtir mais os familiares, viver *o momento* e com certeza desejo trabalhar bastante como um profissional competente em uma nova empresa.

Posso dizer que a dosagem de trabalho anterior estava realmente sobrenatural, e não tenho vergonha nenhuma de dizer “publicamente” que não estava dando mais, e não arrependo da minha escolha de ter saído. Isto não me torna um profissional pior nem melhor que um outro qualquer.

Afinal, ser um ser humano bom, honesto e responsável são caracteristicas que tem valor em qualquer empresa. Pois máquinas temos “aos montes” para trabalhar por nós…

Para 2008 desejo muita “humanidade” na TI, área domindada por máquinas e seres humanos que estão virando máquinas… Gostaria muito que vocês comentassem este post…

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